14/11/2012

Zoo Santo Inácio - alimentação dos pinguins

Uma das atrações do zoo é a hora de alimentação dos pinguins!
Enquanto fazia uma pausa programada para alimentar os pinguins, o tratador foi esclarecendo quem assistia sobre o modo de vida destes pinguins de Homboldt e respondendo às questões colocadas.
 
Todas as espécies de pinguins vivem na metade Sul do planeta, entre a Antártida e o Equador. Esta espécie em particular vive na Costa do Chile e do Peru, na região da corrente de Humboldt...que lhes dá o nome.

13/11/2012

Guifões. Matosinhos - 10 freguesias. 10 visitas


No dia 4 de novembro ocorreu mais uma visita orientada pelo historiador e arqueólogo, Joel Cleto, inserida no ciclo de visitas “Matosinhos. 10 Freguesias. 10 visitas”.
 
 
Desta vez a visita foi feita a Guifões, freguesia localizada na margem sul do Rio Leça, conhecida pela sua pedra granítica, rica em património histórico e arqueológico. O seu orago é São Martinho o que só por si, indicia a antiguidade desta terra.

Enquanto esperava pelo início da visita, com ponto de encontro marcado para o C. Cívico de Guifões, fui fotografando o centro da freguesia
 
 
 
 

Pelourinho evocativo das seguintes datas: 1143 - Marco da Independência de Portugal;
1258 – Inquirições de Afonso III; 1640 – Marco da Restauração de Portugal; e finalmente 1940 - data do início de construção deste monumento que pretende lembrar às gerações futuras estas importantes datas da História de Portugal. Por trás deste Pelourinho ergue-se o novo e moderno edifício da Junta desta Freguesia.
 

A Igreja de Guifões, construída em 1699
 

 
O Pároco de Guifões entre 1900 e 1935, foi também Presidente da Câmara de Matosinhos. Padre Manaça, Joaquim Pereira dos Santos, natural de Santa Cruz do Bispo, e que muito do seu tempo dedicou aos melhoramentos da freguesia.
 
 
(*)textos transcritos parcialmente ou elaborados com recurso a informação dos sites da Junta de freguesia de Guifões e do site da C. M. Matosinhos

Guifões - ponto de encontro no Centro Cívico


José Passos

 
Manuel Passos

Guifões foi berço de duas importantes figuras históricas, os irmãos liberais José e Manuel Passos, ambos deputados e ministros do Reino, sendo o último, autor do primeiro Código Administrativo Português.
Manuel Silva Passos - Deputado e Ministro do Reino - da primeira metade do século XIX. Em 31 de Dezembro de 1836 promulgou um novo Código Administrativo, no qual também colaborou seu irmão José da Silva Passos. Deve-se também a Passos Manuel a fundação da Academia de Belas Artes, lançando assim as bases do actual sistema de ensino a fundação, em Janeiro de 1837, da Academia Politécnica do Porto em substituição da antiga Academia Real de Marinha.
Criou o Conservatório das Artes e Ofícios de Lisboa, e também criado no Porto o Conservatório Portuense de Artes e Ofícios. Foi o embrião do ensino técnico em Portugal.
 

No Centro Cívico de Guifões, fomos recebidos pelo Presidente da Junta de Freguesia e pelo vereador da cultura da C. M. de Matosinhos, que nos acompanharam na visita e fizeram uma introdução ao que iriamos ver, com especial enfase para a vida e obra dos irmãos Passos.


(*)textos transcritos parcialmente ou elaborados com recurso a informação dos sites da Junta de freguesia de Guifões e do site da C. M. Matosinhos

12/11/2012

Guifões - aqui viveram os irmãos Passos








A casa número 68 da Rua do Monte de Xisto não é uma casa qualquer.
Foi nela que, em 1800 e 1802, nasceram os irmãos Passos: Manuel e José Passos, que se revelaram como dois destacados políticos liberais.
Descendentes de duas famílias de lavradores, nasceram na Casa De Guifões, antiga casa solarenga da vestuta Quinta de Guifões.
 
Esta visita so foi possível graças à generosidade do proprietário da casa, uma vez que esta é atualmente propriedade privada.
(*) textos transcritos parcialmente ou elaborados com recurso a informação dos sites da Junta de freguesia de Guifões e do site da C. M. Matosinhos

Guifões - outras paragens

Ao longo desta visita o historiador foi fazendo diversas paragens. Parámos por ex no largo da mámoa, onde no lugar do atual prédio, tinha funcionado outrora uma unidade industrial que pertencia a Joaquim Neves dos Santos. Industrial, arqueólogo e etnógrafo, que dedicou grande parte da sua vida a estudar o Castro de Guifões

Na sequência das intervenções arqueológicas que realizou no castro de Guifões durante os anos 60, Joaquim Neves dos Santos recolheu um vasto e significativo espólio. Fundamental para a compreensão desta estação arqueológica e para o conhecimento do passado mais remoto de Matosinhos, apesar de se encontrar descontextualizado, aquele acervo foi então recolhido em sua casa para estudo.
 
 
(Nesta imagem temos um Guifonense muito atento)
 

 
 

 
 Joel Cleto foi chamando à atenção dos muros ao longo da rua ou não fosse a freguesia conhecida pela sua riqueza granítica e “pelos” montantes, aqueles que desmontavam a pedra.
 
 

 
Outra paragem foi em frente ao cruzeiro onde o historiador deu a palavra ao Presidente da Junta sobre a sua origem
 
 

Paramos também junto ao pavilhão desportivo Engº Antonio Maia, antigo desportista guifonense que doou os terrenos para que ali fosse construído o pavilhão onde joga atualmente o Guifões Sport Clube.

Guifões - Rio Leça




 
 
Curso de água que nasce no concelho de Santo Tirso, e que, no seu percurso até aqui, à foz, no porto de Leixões, em Matosinhos, percorre cerca de 47 Km ao longo de 4 concelhos (Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos).
Aqui encontrava-se a Ponte de Guifões que infelizmente ruiu em 1979, era de três arcos e teria sido construída no Período da Ocupação Romana. Este rio começa paulatinamente a recuperar da poluição a que tem sido sujeito nas últimas décadas devido a descargas directas de diversas unidades industriais localizadas junto ao rio. Prova disso é que a vida animal começa agora a regressar.
 
PS: não fez parte da visita mas é digna de nota, outra ponte, essa em perfeito estado, que liga as freguesias de Santa Cruz do Bispo e de Guifões, já mencionada na visita a Santa Cruz do Bispo.
 


Guifões - campo de tiro



Mesmo antes de chegarmos ao Castro de Guifões, nova paragem do historiador para referir a existência do campo de tiro ali perto, criado em 1970 mas fundado em 1902. Na imagem podem ver-se vestígios de "pratos" que o historiador recolheu do solo. Uma parte dos vestígios deste castro foi destruída para a construção deste campo de tiro...
 
Em 1948 foram publicados os Estatutos e edificada uma nova e rudimentar sede social, situada, até 1954, nas marinas da margem direita do rio Leça, onde funcionava um campo de tiro para treinos e torneio de tiro.
A necessidade de ampliação do Porto de Leixões e a Construção da Denominada Doca Número Dois, implicou a demolição das referidas instalações, reconstruídas no Lugar de Monte Castêlo, freguesia de Guifões, Concelho de Matosinhos, a partir de 1968. Em 1970 foi inaugurado no referido local o stand de tiro denominado "Jorge Maia", com instalações sociais e desportivas funcionais, sendo certo que, a partir dessa data, o património do Clube tem vindo a ser regular e progressivamente valorizado.
 
(*) fonte : site do clube de caçadores de Matosinhos

Guifões - o castro

Antes de subirmos em direção ao castro, o historiador/arqueólogo faz mais uma pausa para falar ao grupo sobre os povos que aqui habitaram e a importância estratética do rio Leça ali ao lado




 
A Sudoeste da freguesia, no Monte Castelo, encontra-se o chamado Castro de Guifões, desde sempre conhecido pelas populações locais, já que até à Alta Idade Média foi habitado e as suas muralhas, principalmente as duas do período Proto-histórico sempre se evidenciaram por entre a vegetação.

Este Castro, como é habitual no Norte do nosso país, tem as suas origens no Neolítico.
Na zona, encontraram-se monumentos megalíticos assim como restos de cozinha e machados de pedra, o que vem reforçar a ideia dos que defendem a existência de população desde o Paleolítico.

Aqui se podem ver três tipos de habitações, distintas tanto na forma como nos respectivos períodos culturais a que pertencem. As primeiras, dentro das muralhas que rodeiam o cume do monte, de tipo redondo, e as mais primitivas de todas; seguiam-se as de transição, arredondadas, ainda, na parte traseira, mas já com estrutura rectangular e, finalmente, as habitações rectangulares, já dispostas em grupos.
 
 
(*) textos transcritos parcialmente ou elaborados com recurso a informação dos sites da Junta de freguesia de Guifões e do site da C. M. Matosinhos
 

Guifões - cores do outono


 
Finda a 3ª visita a uma das 10 freguesias de Matosinhos e ja a sair de Guifões, passei naquela que deverá ser uma das ruas mais bonitas da fregusia nesta época de Outono.

02/11/2012

180 anos do Cerco do Porto - Igreja do Carvalhido

 
Do Carvalhido ao Palácio dos Carrancas foi o título da segunda edição do Romper os Sapatos 2012, sob o tema 180 anos do Cerco do Porto, orientado pelo historiador Joel Cleto.

Reza a historia que foi por aqui que as tropas de D. Pedro IV montaram acampamento, na noite de 8 para 9 de julho. O nome de Largo do Exercito Libertador, é uma referencia a este episodio da historia do cerco do Porto.
 
A igreja teve como padroeira Nossa Senhora da Anunciação e o Espírito Santo e remonta a 1770.

180 anos do Cerco do Porto - cruzeiro Senhor do Padrão


a primeira paragem fez-se no Senhor do Padrão, no início da Rua 9 de julho.
O nome desta rua tem origem na noite de 8 para 9 de julho de 1832, data em que o exercito libertador, que havia desembarcado na atual praia da memoria, com o objetivo de tomar o Porto das maos dos absolutistas, passa aqui a noite e percorre esta rua e depois a rua de cedofeita para entrar na cidade. 

180 anos do cerco do Porto - Capela da Ramada Alta

O historiador conduziu-nos depois até á Capela da Ramada Alta
 




Senhor dos Atados

 
também conhecida como Capela da Senhora das Dores e Senhor do Calvário, começou a ser construída durante a primeira metade do século XVIII, ou mais precisamente, no dia 28 de Julho de 1737. De acordo com a inscrição da torre sineira, a igreja sofreu obras de restauro em 1883 e a referida torre foi erguida no ano seguinte, a expensas de António Manuel Garcia. Em 28 de Maio de 1907 D. Carlos concede-lhe o título de Capela Real (…)

(informação retirada do site do IGESPAR)

180 anos do Cerco do Porto - Cedofeita

 
Durante o Cerco do Porto, D. Pedro IV, temendo pela sua segurança, enquanto morava no Palacio dos Carrancas mudou-se para este edifício, na Rua de Cedofeita.


O historiador chama a atenção do grupo para o plano urbanístico levado a cabo pela C. M. Porto onde ainda hoje, se verifica alguma uniformidade nas fachadas dos edificios ali existentes

180 anos cerco do Porto - Palácio dos Carrancas

Esta segunda edição do ciclo 180 anos do Cerco do Porto, orientada pelo historiador Joel Cleto, terminou com uma visita ao Museu Nacional Soares dos Reis, antigo Palácio dos Carrancas, onde durante algum tempo morou D. Pedro IV.
Encontra-se neste museu em exposição a espada e farda de D. Pedro.
 
Infelizmente nao tenho foto disponivel mas deixo o link de acesso ao site do Museu para  que o conheçam melhor e quem sabe, desperte a vontade de o visitar.

12/10/2012

Santa Cruz do Bispo - 10 visitas pelas freguesias de Matosinhos



 
 
O Largo da Viscondessa foi o ponto de encontro escolhido pelo historiador Joel Cleto para dar início á visita a Santa Cruz do Bispo, integrada num ciclo de 10 visitas pelas freguesias de Matosinhos.

 
D. Maria Dias de Sousa, nasceu em 30 de Dezembro de 1816. Descendia de família pobre e não sabia escrever. Casou, a 24 de Fevereiro de 1837, com António Francisco Pereira, um marítimo que foi capitão da Marinha Mercante, conhecido por "Mirão". Não teve filhos.
Herdou avultada fortuna do Brasil, legada por seu tio José Dias de Sousa, falecido em Porto Alegre, em 1865.

 D. Maria Dias de Sousa terá tido o reconhecimento e consagração oficial da sua generosidade e qualidades de carácter, cuja nobreza se reflectiu no contributo prestado à colectividade.
O alvará régio concedeu-lhe em 1892, o título de Viscondessa e a gratidão popular o apelido de Veneranda e, desse modo é para esta terra, a Veneranda Viscondessa de Santa Cruz do Bispo.
Faleceu em 12 de Março de 1899, com 82 anos de idade.

Escola da Bomba, para meninas criada em 1890 pela Viscondessa

Atual Centro Civico de Santa Cruz do Bispo foi originalmente criado pela Viscondessa como Escola de N.ªSr.ª do Guia, para meninos (1888)
 
A sua obra benemérita conta entre outos com as seguintes empreendimentos por ela subsidiados
 
- Reedificação da Capela de N.ª Sr.ª do Livramento (1880).
- Alargamento do Adro, casas e escadaria de acesso no Monte de S. Brás (1880).
- Sacristia da Igreja Paroquial (1881).
- Escola de N.ªSr.ª do Guia, para meninos (1888).
- Escola da Bomba, para meninas (1890).
- Residência Paroquial (1890)
- Edificação da Capela de N.ª Sr.ª da Guia, na sua forma actual (1890)
- Poço de S. Brás para gastos da Irmandade e casas (1899)
- Capela-jazigo no Cemitério (1886)
- Doações várias à Irmandade e à Junta da Paróquia, entre as quais, destacamos: alfaias litúrgicas, toalhas douradas, jarras de prata, ouro, dinheiro, etc., conforme relatório extenso do testamento feito em 12 de Outubro de 1897.
- Legado de 400 mil réis para a Irmandade de N.ªSr.ª do Livramento para custear obras e reparações, assim como um pálio.
Doação, por testamento, de dinheiro a muitas pessoas da Freguesia, entre as quais o pároco Rev.º Manuel Alves da Cruz, com 400 mil réis.
Só por esta vasta obra, que na sua maior parte continua de pé e ao serviço da colectividade, merecerá a Veneranda perpétua veneração e homenagem, por parte de quem, nesta terra, cultivar a memória histórica. Por essa razão, desde há muito que a Freguesia deu ao largo da Igreja, que a partir de 1939, tem o aspecto actual, o nome de Largo da Viscondessa.

11/10/2012

Santa Cruz do Bispo - Sala-museu Guilherme Ferreira Thedim






 
O historiador Joel Cleto começa a visita por nos levar à sala-museu Guilherme Ferreira Thedim, sediada no Centro Civico desta localidade para vermos a obra do
mestre consagrado na arte de esculpir imagens sacras, cuja mestria levou o nome de Matosinhos àos 4 cantos do mundo.
O escultor, juntamente com o seu irmao esculpiu, sob orientação da irmã Lúcia, a primeira imagem da Nossa Senhora de Fátima que se encontra atualmente na capela das aparições.

Mais tarde, casando em Santa Cruz do Bispo, decide aí estabelecer-se sozinho.




 
A imagem do mártir João Gabriel Perboire torna-se uma obra emblemática do escultor. Com ela, concorreu à "Primeira Exposição Colonial Portuguesa", obtendo o "grande prémio" na secção de belas Artes. Até ao fim da vida o autor viria a recusar todas as propostas de compra desta imagem mas esta é apenas 1 de cerca de 100 peças patentes nesta exposição.